quinta-feira, 13 de maio de 2010

SIMBIOSE

Abrace-me
noite escura
sinto-me em casa
envolto em tuas trevas

Teus dedos gélidos
entorpecem e aliviam
atenuam a dor
trazem o esquecimento

Clamo por tua proteção
clamo por teu entendimento
nada temo sob teu manto
o real é fútil e efêmero

Somente em teus braços
encontro refúgio
na solidão da noite
sofro em silêncio

Somente em tuas sombras
posso ver meu reflexo
para onde quer que olhe
não encontro consolo

Você me faz ver
o que não posso ser
você me faz admitir
o que não posso sentir

Noite eterna
fiel companheira
segure minha mão
vamos caminhar juntos

teus olhos são meus olhos
tua miséria, minha miséria.

EVOQA
Quebre meus ossos
Fure meus olhos
Rasgue minha pele
Corte minha língua
e ainda estará longe
de destruir meu desejo de viver

Tire-me tudo
Tire-me a vida
Tire-me o passado
Tire-me o presente
meu futuro não depende de você

Sou o que faço de mim
Sou aquilo que crio
Quando tudo tiver ido embora
Ainda restará o que é mais importante

Há certos valores e princípios
contra os quais você não pode lutar
Você tenta me moldar
me derruba e agride quando estou no chão
Tenta me afogar em meu próprio sangue
Mas no fim sempre me levanto
Tonto e exausto, embora tranqüilo
Esperando pelo próximo golpe

Não canso de apreciar
sua expressão de surpresa
Não é fácil para mim
Mas é muito mais difícil para você
Afinal, esta é uma batalha
que não pode vencer

Eu vivo o que acredito

EVOQA

Eu amo Lilith

Não, nem bicho nem diaba, é mulher
só, Lilith, a que não se dá facilmente
ao primeiro que aparece, Adão qualquer,
ladrão qualquer de coração e mente.

Porque dá valor somente ao que sente
ela nunca faz aquilo que não quer,
e dizem que na sexta à noite, impaciente
nasce Pomba-gira em algum candomblé.

Mas sei: não é essa a Lilith que conheço,
austera e que traz nas mãos velho Terço,
a quem obedeço por saber mandar.

Pois quando ajoelha-se para rezar
volta-me as costas alvas, promissoras
de velhas posições sempre tentadoras.

Antônio Adriano de Medeiros

quarta-feira, 5 de maio de 2010

De tanto procurar pelo verdadeiro amor, ela acabou encontrando muitas vezes, pelo caminho, a decepção, a dor, misturadas com alguns momentos de alegria...

O amor não se busca, ele chega, e tem a hora certa...

Por isso, antes, a vida tem que nos preparar para ele.

Aí vem as noites mal dormidas, lágrimas, conversas com as amigas, mãe, etc, o desespero de achar q a vida acabou, q não há mas espaço para ninguém nela...

Quem nunca passou por uma decepção amorosa?!
Se não passou, com certeza vai passar...

Mas não se entristeça, embora seja uma dor imensurável, com o tempo vc vai aprendendo a lidar com a situação.

E então, quando a vida achar q vc já está preparada...
Aí sim, eis q surge o amor, vc vai estar madura o suficiente para reconhecê-lo aceitá-lo.

Tenha calma, paciência e aprenda com os erros, pq, quando vc menos esperar, o seu amor irá chegar.

O meu chegou!
=]
Bjinhos